Presidente da Câmara de Vilhena teria recebido quase um milhão de reais do esquema petrolão

Odair Araujo | quarta-feira, novembro 11, 2015 | 0 comentários

A matéria teria sido publicada por um site de Vilhena no inicio deste ano de 2015 e causado um mal estar entre os aliados do jovem vereador com Forte nome para ocupar o lugar do atual prefeito encrencado ZÉ Rover em 2016. 
Com tudo nada se esclareceu ainda a respeito das acusações.

 Veja a matéria:

O Presidente da Câmara Municipal de Vilhena, Junior Donadon está na lista dos investigados regionais, pois ele foi candidato a Deputado Federal pelo PMDB com o nº 1590.
O motivo dessa investigação se deu em razão de sua prestação de contas de candidato, onde aparecem as Construtoras C.V.R. NEVES COM E FER LTDA, com doações no montante de vinte mil reais, a construtora TERCO TERRAPLANAGEM E COMÉRCIO AS, com cinquenta mil reais, a construtora CONSTRUTORA QUEIROZ GALVAO S/A, com quinze mil reais e a construtora CONSTRUTORA ANDRADE GUTYERES AS, com trinta mil reais, além de outras transferências de trinta e vinte mil respectivamente.
São duzentos mil reais que teriam chegado às mãos de Junior Donadon das construtoras que desviaram mais de 10 bilhões de reais da Petrobrás, a reportagem tentou entrar em contato com o vereador e Presidente da Câmara, conseguindo apenas no final da tarde desta segunda-feira.

 Pela prestação de contas inferisse que Junior Donadon teria recebido quase um milhão de reais das empresas do petrolão, prometidos pelo Senador barbudo Valdir Raupp, que gastou muitos milhões para reeleger sua esposa Marinha Raupp.
O repórter Fausto Macedo, do jornal O Estado de São Paulo, divulgou, a lista dos 28 políticos beneficiados que receberam dinheiro desviado no esquema da Petrobras. Entre eles, está o senador de Rondônia e 1º vice-presidente do PMDB, Valdir Raupp.
A relação foi dada pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que a fez em 80 depoimentos durante duas semanas entre agosto e setembro deste ano. Os nomes são de ministro e ex-ministros da gestão Dilma Rousseff, governador, ex-governadores e parlamentares; são, ao todo, 10 nomes do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB.
A relação inclui ainda parlamentares que integram a base aliada do Palácio do Planalto no Congresso como supostos beneficiários do esquema de corrupção e caixa dois que se instalou na petrolífera entre 2004 e 2012.
Há nomes que até pouco ainda não haviam sido revelados, como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em 2014, além dos deputados Vander Luiz dos Santos Loubet (PT-MS), Alexandre José dos Santos (PMDB-RJ), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e José Otávio Germano (PP-RS). Entre os congressistas, ao todo foram mencionados sete senadores e onze deputados federais.
O perfil da lista reflete o consórcio partidário que mantinha Costa no cargo e contratos bilionários da estatal sob sua tutela – são 8 políticos do PMDB, 10 do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Alguns, segundo o ex-diretor de Abastecimento, recebiam repasses com frequência ou valores que chegaram a superar R$ 1 milhão – dinheiro que teria sido usado em campanhas eleitorais.
Outros receberam esporadicamente – caso, segundo ele, do ex-senador Sérgio Guerra, que foi presidente nacional do PSDB e em 2009 teria pedido R$ 10 milhões para arquivar uma CPI da Petrobrás no Senado.
Sobre vários políticos, o ex-diretor da estatal apenas mencionou o nome. Não revelou valores que teriam sido distribuídos a eles ou a suas agremiações.
Foram citados os ex-governadores do Rio Sérgio Cabral (PMDB), do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) e de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – que morreu em um acidente aéreo em 13 de agosto, durante campanha presidencial.
A lista inclui também o ex-ministro Antonio Palocci (PT), que ocupou a Esplanada nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma; os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e ex-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades).
Os 28 nomes são exclusivamente de políticos que teriam sido beneficiários dos negócios da diretoria de Costa. A Polícia Federal e a Procuradoria da República trabalham com outros nomes de políticos que se relacionavam com os ex-diretores da estatal Renato Duque (Serviços) e Internacional (Nestor Cerveró).
As revelações foram feitas em depoimentos prestados por Costa à força tarefa da Lava Jato e fazem parte do acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor com o Ministério Público Federal em troca de redução da pena. Desde que sua delação foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal, ele cumpre prisão em regime domiciliar, no Rio.
Alguns nomes dessa lista também aparecem na relação fornecida pelo doleiro Alberto Youssef, que firmou acordo semelhante – ainda não homologado pelo ministro Teori Zavascki, do STF. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve denunciar os envolvidos no esquema de desvios da estatal em fevereiro, quando tem início a nova legislatura (mais informações no texto abaixo).
A delação do ex-diretor da Petrobrás, já homologada pelo Supremo, estava com Janot desde novembro. Ele aguarda o teor do depoimento de Youssef para cruzar os nomes citados, o que deverá ser realizado até o início da próxima legislatura.
Foro
Na troca da composição do Congresso, alguns dos citados perdem foro privilegiado e passam a ser julgados pela Justiça de primeira instância. Por decisão do ministro Teori Zavascki, as investigações permanecem divididas entre a Suprema Corte e a Justiça Federal no Paraná, onde serão investigados os acusados que não têm mandato.
A lista de 28 nomes foi revelada por Costa exclusivamente no âmbito da delação premiada. Como são citados políticos com foro privilegiado, o caso foi parar no STF. Em depoimentos à primeira instância da Justiça Federal, o ex-diretor da Petrobrás não falou de políticos, mas citou que o PP, o PMDB e o PT recebiam de 1% a 3% sobre o valor dos contratos da estatal para abastecer caixa de campanha.
A investigação desvendou uma trama de repasses a políticos na estatal. A Lava Jato foi desencadeada em março e identificou a parceria de Costa com o doleiro Youssef. Na última fase da operação, deflagrada em 14 de novembro, foram presos os principais executivos e dirigentes das maiores empreiteiras do País, todos réus em ações penais por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, crimes de cartel e fraudes a licitações.
Silêncio
Desde quando surgiu a possibilidade da divulgação da lista, o senador Valdir Raupp, não comentou as acusações de que teria recebido propina de dinheiro desviado da Petrobras.
Em alguns momentos,  o parlamentar teria articulado diversas manobras dentro da CPMI da Petrobras, encerrada nesta semana, para evitar a convocação para depoimentos de alguns dos envolvidos no suposto esquema, entre eles, os ex-diretores Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa.
FONTE: FOLHA DE VILHENA
 Osias Labajos

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