Ao negar recurso a acusado, justiça expõe detalhes de crime que chocou Vilhena.

Odair Araujo | quarta-feira, agosto 07, 2013 |


Caminhoneiro teria espancado e estuprado a vítima


Por um erro da defesa, que apresentou recurso antes da publicação do acórdão, o Tribunal de Justiça negou seguimento ao recurso ordinário impetrado pelos advogados de Fabiano Cesar Vergutz, acusado de matar a esposa, a designer Abla Ghassan Rahhal da Cunha, 33 anos, assassinada em 27 de abril, em Vilhena. Desde que foi preso, em junho, todos os recursos apresentados pelo motorista de caminhão foram negados.
Segundo o Diário da Justiça, a publicação do acórdão mantendo a prisão de Fabiano Cesar Vergutz foi publicado no último dia 23 de julho, mas o recurso impetrado um dia antes, sendo portanto, “extemporâneo”.

Fabiano Cesar Vergutz tem prisão preventiva decretada, acusado de homicídio qualificado e estupro. Segundo a Polícia e o Ministério Público, na noite de 26 de abril de 2013, ele a vítima tiveram uma áspera discussão no interior da residência do casal, fato que teria motivado a dormir na cabine de seu caminhão. “Acontece que, já na madrugada do dia 27 de abril, o denunciado retornou ao interior do imóvel , azo em que, em circunstância e por motivações ainda não apuradas, passou a agredir a vítima com golpes contundentes no rosto e em outras partes do corpo. Na sequência, após submeter e subjugar a vítima, o denunciado valeu-se de um objeto contundente (não apreendido e não identificado) para constrangê-la à prática de ato libidinoso, introduzindo, mediante violência, tal objeto em seu ânus, causando-lhe, com isso, sério ferimento na região perianal. Ainda não satisfeito, mesmo após todas estas agressões e abusos, o denunciado decidiu por fim a vida de sua companheira, pelo que se valeu de uma corda para enforcá-la, suspendendo seu corpo pelo pescoço numa viga de concreto da edícula existente nos fundos da residência do casal, local onde a matou e a abandonou nestas condições, visando aparentar uma possível cena de suicídio, que, porém, restou prontamente desmascaradas pela perícia técnica realizada no local na manhã seguinte aos fatos”.


Fonte: Rondoniagora

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