SOGRAS: AME-AS SE POSSÍVEL...

Odair Araujo | sábado, junho 01, 2013 | 0 comentários


SOGRAS: AME-AS SE POSSÍVEL
Por: Viriato Moura


As sogras têm má fama. Com certeza mais por parte das noras que dos genros. Mulher tem bronca de mulher, na maioria das vezes. Dizem até que elas se embelezam para outras mulheres, não para os homens como seria de se esperar.


Colocar a mãe da esposa morando na casa do casal pode até não gerar tanto problema. Mas vai colocar nessa condição a mãe do marido: a briga é certa. Dependendo da capacidade das partes em se suportarem é apenas uma questão de tempo. Mais cedo ou tarde, virá.


É índole das mães serem intervencionistas proativas. No popular: gostam de dar palpite em quase tudo que se relaciona a seus rebentos. Aí é que mora a raiz da questão. A nora se sente dona da casa e não admite que outra, principalmente outra, queria mandar em seu pedaço. Nesse quesito, os genros são mais condescendente – culturalmente, acham que o lar é um terreno mais feminino.


E as noras que não moram com suas sogras? Essa condição também não as torna imunes a desavenças entre elas. Ao se aproximarem umas da outras as sensibilidades se aguçam e qualquer motivo é motivo para desentendimentos. A razão dessa tênue linha entre a convivência harmoniosa e o confronto tem muito a ver com o ciúme que uma tem da outra, do mesmo homem. A mãe do filho é sempre o alvo maior dessas flechadas. Em relação aos genros, isso não acontece tanto. Pouco se sabe de genros que fican aborrecidos porque suas esposas tratam bem a mãe delas. Já as noras...


É certo que existem sogras de vários naipes. Não se pode negar que, na condição de seres humanos que são, há sogras bacanas, amáveis e há sogras chatas, até insuportáveis. O que faz a diferença na relação do casal com as sogras são os laços afetivos. Mães são sempre possessivas em relação a seus filhos. Esposas são, quase sempre, também possessivas em relação a seus maridos. Aí está o nó da questão, difícil de desatar. 
Mas convenhamos que as sogras ganharam uma pecha generalizada de estorvo um tanto injusta. A relação aos maridos de suas filhas, elas só reagem mal – com razão – quando são maus maridos. Entretanto, em relação às noras, não é comum que se relacionam bem.


Algo, entretanto, precisa ser dito: essas desavenças podem provocar danos importantes para o casal. A mulher que tem a mãe de seu marido a seu lado, dificilmente ficará sem ele. Atentem para isso, mulheres! 


O que se observa na prática , por vezes, são bons filhos se tornarem arredios ou até mesmo maus filhos por causa da influência de suas mulheres ou homens que não se dão bem com a mãe deles. Isso denota falta de caráter, fraqueza emocional. Ninguém pode obrigar qualquer pessoa a gostar de outra. Contudo, mãe é mãe. E na hierarquia dos sentimentos não pode e não deve haver concorrente para o amor que um filho deve devotar a sua mãe se ela for uma mãe também amorosa como é a maioria das mães.


Aquele que renega sua mãe não tem sentimentos dignos de crédito. Porque é ingrato com o ser que lhe proporcionou seu bem maior, a vida. Não, filhos ingratos, não tentem justificar seu abandono ou maus-tratos a suas mães porque a mulher ou o homem “amor de sua vida” não gosta dela. O filho ou a filha é você, o compromisso quase divino de amar sua mãe é seu. Se seu cônjuge não gosta dela e você nada mais pode fazer para reverter essa situação, pelo menos tenha a dignidade de cumprir a sua parte. Quanto aos companheiros desses filhos que, de algum modo, abandonam suas mães, cuidado! O próximo a ser abandonado pode ser você!

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